Patrimônio Histórico e Urbânidade em Rio Grande:

A cidade do Rio Grande por sua tradição histórica e por sua importância dentro do cenário ecônomico do Brasil sul meridional sempre foi uma região de confluência de interesses dos mais diversos povos e de tendências políticas ou ecônomicas. no decorrer destes ultimos duzentos e setenta e três anos a cidade se desenvolveu apesar de todas as dificuldades que enfrentou: problemas com imigração, conflito de fronteiras, dificuldades com a natureza, invasões espanholas e crises ecônomicas. superados esses problemas com muito sangue, suor e lágrimas, foi notável o desenvolvimento desta cidade, pois, muito fácil é observar o crescimento que se consubstanciou na forma de nossos prédios históricos e realizações culturais, entre elas podemos citar: a primeira biblioteca do RS, Câmara de Vereadores, industria textil, linha de bondes regular e refinaria de petróleo do país, entre outras.

Fica estabelecido que é na observação e valorização do nosso rico passado e nas nossas construções históricas que estão as soluções para os problemas de nossa cidade. Hoje nas grandes capitais da Europa o turismo histórico é uma realidade, pense nisso e vamos mudar a conjuntura....


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

MARIO QUINTANA...

CASAS
Para Cecília Meireles

A casa de Hérida, com grandes sonetos dependurados como panóplias
E escadarias de terceiro ato,
A casa Rimbaud, com portas súbitas e enganosos corredores, casa diligencia-navio-aeronave-pano, onde só não se perdem os sonâmbulos e os copos de dados,
A casa Apollinaire, cheia de reis de França e valetes e damas dos quatro naipes e onde a gente quebra admiráveis vasos barrocos correndo atrás de pastorinhas do século XVIII,
A casa de William Blake, onde é perigoso a gente entrar, porque pode nunca mais sair de lá,
A casa de João-José, que fica no fundo de um poço, e que não é propriamente casa, mas uma sala de espera no fundo do poço.


Mario Quintana.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

COMPANHIA FIAÇÃO E TECELAGEM RIO GRANDE:

Em 1894, Giovanni Hesselberger investiu recursos no estabelecimento da Companhia Fiação e tecelagem Rio Grande que efetivamente começou suas atividades em 13 de abril de 1896.
Logo em seguida, o controle da companhia passa para a firma Santo Becchi & Cia., de Gênova. Em seguida a empresa foi transformada em sociedade anônima sob a denominação de Tecelagem Ítalo-Brasileira, passando a ser a organização nacional, com sede na cidadã do Rio Grande.
Foi um dos principais estabelecimentos industriais do município, sendo que as instalações da fábrica cobriam uma superfície de 10.000 metros quadrados e empregando 600 funcionários, com tecnologia de ponta. O capital girava em Cr$ 2.000.000,00.

O processo de fabricação da indústria começava com o algodão em rama bruto até os mais finos tecidos. Depois de passar por uma série de máquinas e prensas automáticas, o algodão chegava ao estado de fio através de furos que montavam e trabalhavam continuamente, reduzindo o algodão a meadas. As meadas posteriormente eram enviadas a seção de tinturaria onde seriam tingidas. Findo esse processo entravam na seção de tecelagem que empregava 200 operários, que trabalhavam com variados tipos de tecidos, cujos desenhos eram constantemente mudados de acordo com os pedidos dos clientes.

Entre os produtos da Companhia Ítalo-Brasileira constavam brins, atoalhados, panos para colchões, tecidos fantasia e artefatos.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

ARTE CEMITERIAL EM RIO GRANDE:

    A estatuária fúnebre assinada por artistas, sobretudo italianos, toma a Europa, principalmente a Itália, por influência direta dos grandes cemitérios ligúrios. Nesse período da idade de ouro dos cemitérios (1860 a 1930) ela praticamente inexiste nos cemitérios protestantes. A estatuária teve sua ascensão entre 1850 e 1870 com o apogeu entre 1880 e 1930; o declínio ocorre após os anos 30 e desaparece após as últimas guerras, com a Europa devastada, tendo que refazer sua economia, os burgueses deixam de investir na arte fúnebre. A estatuária sagrada com representações da Virgem, do Cristo, Anjos e as cruzes representando a morte de Cristo, os santos nos cemitérios de Marselha, segundo Vovelle, são mais numerosos. Estas figuras sacras tem um papel de proteção e de intercessor no sentido de rogar clemência a Deus pelos pecados cometidos na Terra pelo morto. Na virada do século XX, com a separação da Igreja e do Estado a estatuária religiosa desaparece quase que inteiramente.