Patrimônio Histórico e Urbânidade em Rio Grande:

A cidade do Rio Grande por sua tradição histórica e por sua importância dentro do cenário ecônomico do Brasil sul meridional sempre foi uma região de confluência de interesses dos mais diversos povos e de tendências políticas ou ecônomicas. no decorrer destes ultimos duzentos e setenta e três anos a cidade se desenvolveu apesar de todas as dificuldades que enfrentou: problemas com imigração, conflito de fronteiras, dificuldades com a natureza, invasões espanholas e crises ecônomicas. superados esses problemas com muito sangue, suor e lágrimas, foi notável o desenvolvimento desta cidade, pois, muito fácil é observar o crescimento que se consubstanciou na forma de nossos prédios históricos e realizações culturais, entre elas podemos citar: a primeira biblioteca do RS, Câmara de Vereadores, industria textil, linha de bondes regular e refinaria de petróleo do país, entre outras.

Fica estabelecido que é na observação e valorização do nosso rico passado e nas nossas construções históricas que estão as soluções para os problemas de nossa cidade. Hoje nas grandes capitais da Europa o turismo histórico é uma realidade, pense nisso e vamos mudar a conjuntura....


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segunda-feira, 9 de março de 2015

JORNADA DE FOTOGRAFIA: Palestra....2014.

        Este evento foi realizado em agosto de 2014 e visava principalmente demonstrar as possibilidades da fotografia como meio de esclarecimento e conscientização sobre a importância da manutenção do patrimônio histórico edificado, basicamente falamos na possibilidade de registro fotográfico como denúncia as violações dos prédios históricos da cidade do Rio Grande ocasionadas pelo desconhecimento da importância em preservar os prédios mais que centenários da Cidade Noiva do Mar....foram registradas visualmente no evento as violações, depredações e descaracterizações desses prédios e principalmente abordamos que esses abusos são causados pela falta de conscientização e de uma de fiscalização efetiva dos gestores públicos a fim de e evitar a desagregação do valor patrimonial local.

O que é o projeto "Visões do Rio Grande":

Nome do autor: Jefferson José Alves Dutra
Titulação: Bacharel em História pela Furg
Email de contato: jjosadutra@bol.com.br

Palavras chave:
— Ciclos econômicos
— estilos arquitetônicos
— fotografia
Linha de pesquisa em história da arquitetura.

Resumo:

O presente trabalho foi realizado como requisito para conclusão do curso de história bacharelado que teve sua defesa nos finais de 2011 e que tinha como objetivo mapear os prédios históricos da cidade do Rio Grande, principalmente os de estilo eclético, através de um trabalho fotográfico que durou aproximadamente três anos e que teve como abrangência geográfica o centro histórico da cidade acima citada. Paralelamente ao trabalho de campo foi realizado um trabalho de pesquisa histórica em fontes primárias (jornais, revistas e fotos antigas) e em fonte bibliográfica buscando autores nacionais e internacionais com o objetivo de compreender as nuances e especificidades no país e no mundo em que se originaram as arquiteturas estudadas e fotografadas. O objetivo primordial com a pesquisa bibliografia era tentar contextualizar o surgimento dessas arquiteturas no cenário econômico, cultural e social onde cada arquitetura surgiu principalmente na cidade Noiva do Mar.
Tivemos da mesma forma a colaboração do arquiteto Oscar Décio Carneiro que nos deu valiosas informações e mais que oportunos comentários sobre o nosso trabalho dentro dos aspectos da arquitetura histórica do centro histórico municipal. Ficou muito claro desde o início desta garimpagem de informações bibliográficas que no município do Rio Grande e também em nosso Estado, foi a influencia da imigração europeia a muito responsável pelas edificações construídas principalmente nos finais do século XIX e início do século XX principalmente nos estilos Neoclássico e Eclético, desta forma estes como os outros estilos ficaram totalmente contextualizados dentro de sua perspectiva histórica e comprovadamente não sendo resultado de uma atitude esporádica de construcionismo e sim como inserção no cenário histórico local.

Introdução:

Este trabalho teve sua gênese na leitura da obra de Nestor Goulart dos Reis filho – Quadro da Arquitetura no Brasil, que é um dos precursores do estudo da arquitetura no Brasil, tendo seu trabalho desenvolvido principalmente em São Paulo, mas que em moldes gerais tinha uma arquitetura muito semelhante a arquitetura desenvolvida no Rio Grande do Sul. Basicamente procuramos com o trabalho demonstrar através da pesquisa histórica de vários autores em obras publicadas e em jornais e revistas, também como em fotografias antigas e em fotos atuais que este autor realizou que é na valorização do patrimônio histórico edificado que residem as perspectivas futuras para um crescimento turístico, artístico, cultural e econômico em nossa cidade. A fotografia neste contexto foi deveras importante num sentido de materializar e documentar registros visuais de nossa arquitetura histórica local e de criar uma base de dados realista sobre as atuais condições do nosso patrimônio edificado. Procuramos de maneira sistemática levantar a história do surgimento dos estilos nos quatro níveis encontrados: mundial, nacional, estadual e no município que era o foco central do desenvolvimento deste trabalho visto que era propósito primordial, levantar os prédios ainda existentes, observar suas condições e contextualizá-los em sua história com o fim de saber sobre sua real importância para historia urbana do Rio Grande e a separação social neles percebida em um contexto em que a burguesia tentava ressaltar sua relevância no cenário mundial. O trabalho de campo teve a duração de três anos e se desenvolveu basicamente durante o desenvolvimento do curso de graduação. Embora de maneira descontinuada este trabalho circunscreveu um universo médio de 300 prédios que foram considerados mais significativos para os resultados a que esperávamos chegar.

Materiais e métodos:

Os materiais utilizados para pesquisa foram realizados junto a bibliotecas locais como a da Fundação Universidade do Rio Grande, Biblioteca Rio-grandense e Biblioteca da Escola de Belas Artes, basicamente foi feito pesquisa em fontes bibliográficas nesses locais e em jornais na Biblioteca Rio-grandense e no Centro de Documentação Histórica da Furg onde colhemos pesquisas anteriores sobre o tema, jornais, revistas e fotos, principalmente as fotos da biblioteca Rio-grandense. Também foi utilizado material fotográfico de sites como o Papareia, Rio Grande em Fotos e do acervo pessoal de amigos e colegas da Furg, além de professores que agora não é possível listar todos sob o risco de algum esquecermos.
Para o trabalho de campo fotográfico usamos máquina e uma planilha para registrar o tipo de casa fotografado, a localização e a data de construção quando esta existia no frontão das fachadas, além do estado geral destas construções.

Resultados e discussões:

Com este trabalho foi possível a nós perceber algumas questões importantes: a primeira delas foi a carência de fontes bibliográficas locais e a pouca quantidade de fontes no país e o Estado do Rio Grande do Sul, a que se destacar no aspecto regional a obra de Gunter Weimer que por sua especialidade no assunto em muito contribuiu para o desenvolvimento de um trabalho que parecia bastante complexo no seu contexto original, mas que acabou se desdobrando de maneira satisfatória ao seu final. A solução para este problema foi em parte recorrer aos trabalhos publicados na internet, principalmente no Google Acadêmico que é uma fonte segura de pesquisa para trabalhos de graduação visto que os temas lá contidos são publicados em instituições de ensino superior e assinados por seus autores.
Pela pesquisa histórica feita nos livros, jornais, revistas, internet, fotos antigas podemos levar a efeito a percepção de que as arquiteturas desenvolvidas na Cidade do Rio Grande são, antes de mais nada, o resultado de uma conjuntura histórica em que estão envolvidos, ou seja, em cada momento histórico estão envolvidos, principalmente no desenrolar do século XIX e XX.
Essas arquiteturas estão intimamente relacionadas com os contextos econômicos, sociais e culturais de suas épocas e apresentamos provas disso, quando, por exemplo, relacionamos o crescimento da arquitetura eclética com o surgimento da industrialização dispersa em Rio Grande e na Cidade de São Paulo no fim do século XIX. Em Rio Grande esse ciclo industrial fica bem marcado com o surgimento da empresa Rheingantz.
Outro importante achado nesta pesquisa foi o uso e utilidade da fotografia, fazendo registro das imagens em arquivo para em uma etapa posterior avaliar os estilos e as condições gerais dos prédios analisados.
Pelo número de estruturas registradas e analisadas no trabalho de campo pudemos perceber a enorme potencialidade turística que pode ser explorada no centro histórico da Cidade do Rio Grande, mas que infelizmente está sendo subestimado ou mesmo negligenciado por interesses escusos ou especulação imobiliária que visa por fim a essas estruturas mais que centenárias. Talvez e nesse talvez agirmos de maneira especulativa, a nossa tradição portuária não nos de condições de perceber o potencial valor turístico das estruturas edificadas.

Conclusões:

Toda arquitetura é resultado de seu tempo e das influências a que está submetida, podemos observar através da pesquisa histórica que na Cidade do Rio Grande nossos ciclos econômicos em muito contribuíram para materialização dessas arquiteturas pelo acumulo de capital gerado pela industrialização, e sob o ponto de vista cultural europeu no que se refere a concepção desses projetos. Fica mais do que provado que precisamos fazer um questionamento sobre a atual situação dos prédios históricos locais e perceber que é na valorização dessas estruturas que potencializaremos mais um mercado para geração de recursos: o turismo local.
Social e culturalmente precisamos valorizar estas estruturas no sentido de dar uma identidade e uma referencia ao nosso povo objetivando com isso termos um padrão de referência para sabermos o quanto estamos evoluídos ou em quanto precisamos ainda evoluir em relação as gerações passadas.
Do ponto de vista técnico podemos afirmar que a maioria das construções fotografadas é em seu estado razoável, embora algumas muito descaracterizadas em alguns elementos de época, o que na verdade ainda falta na cidade é uma consciência coletiva no sentido de preservar o total do patrimônio histórico edificado.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ALVES, Francisco das Neves. A Imprensa na Cidade do Rio Grande (Um Catálogo Histórico). Rio Grande: Fundação Universidade do Rio Grande, 2005.
BERTUSSI, Paulo Iroquez e WEIMER, Günter. Arquitetura no Rio Grande. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1983.
BITTENCOURT, Ézio da Rocha. Da Rua ao Teatro – os prazeres de uma cidade/sociabilidades e cultura no Brasil meridional. Rio Grande: Editora da Furg, 2005.
BIBLOS. Revista do Departamento de Biblioteconomia e História – volume 20. Rio Grande: Editora da Furg, 2006.
BURDEM, Ernest. Dicionário Ilustrado de Arquitetura. Tradução de Alexandre Ferreira da silva. Porto Alegre: Editora Bookman, 2006.
CARVALHO, Benjamin de A. Arquitetura no Tempo e no Espaço. Rio de Janeiro: Livraria Freitas Bastos, 1968.
CZAJKOWSKI, Jorge. Guia da Arquitetura Eclética no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Centro de Arquitetura e Urbanismo, 2000.
DIÁRIO DO RIO GRANDE. Rio Grande, n. 13426, 09 de janeiro de 1898.
ENSSLIN, Lidiane Correia. Ecletismo Arquitetônico em Jaguarão, Um estudo. Porto Alegre: Programa de Pós Graduação em Arquitetura (Propar), dezembro de 2005.
FILHO, Nestor Goulart dos Reis. Quadro da Arquitetura no Brasil. São Paulo, 2011.
DAS NEVES, Francisco Alves e TORRES, Luiz Henrique. Visões do Rio Grande. Rio Grande: Furg, 1995.
HEINZ, Wagner Philip Portella. A presença dos imigrantes alemães e sua contribuição para a economia e a cultura na cidade do Rio Grande (1824/1950). Pelotas: Editora Universitária/Ufpel, 2010.
JUNIOR, João Ribeiro. O que é positivismo. São Paulo: Editora Brasiliense, 1985.

MAESTRI, Mário. O Escravo no Rio Grande do Sul, trabalho, resistência e sociedade. Porto Alegre: Urfgs Editora, terceira edição, 1993.
MARTINS, Solismar Fraga. Cidade do Rio Grande (Industrialização e Urbanidade 1873/1990). Rio Grande: Editora da Furg, 2006.
NOVAES, Fernando e SEVCENKO Nicolau. História da vida privada no Brasil/ volume III. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
PAULITSCH, Vivian S. Rheingantz: Uma vila operária em Rio Grande. Rio Grande: 
Editora da Furg, 2008.
PIMENTEL, Fortunato. Aspectos gerais do município do Rio Grande. Porto Alegre: 1944.
PREFEITURA MUNICIPAL DO RIO GRANDE. Inventário de Bens de Interesse Cultural. Disponível em: http://www.riogrande.rs.gov.br/pagina/index.php/inventario-de-bens-culturais. Acesso em 2011.
SHILING, Voltaire. Culturas em Movimento - A presença alemã no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Riocell, Timm e Timm Editora, 1992.
THIESEN, Beatriz Walladão. Fábrica, Identidade e Paisagem Urbana: Arqueologia da Bopp e Irmãos (1906-1924). Porto Alegre: PUC RS, fevereiro de 2005.

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:

Entrevista com o arquiteto Oscar Décio Carneiro em 09 de novembro de 2011, as 15 horas.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

AVISO AOS LEITORES

Em 2012 publiquei neste blog uma matéria sobre as Oficinas Salesianas em Rio Grande, sugiro a quem interessar que leia a matéria publicada no ano passado para entender como surgiu a escola em nosso município e depois com esse subsidio leia a matéria que publiquei no dia de hoje sobre a ampliação da mesma.


domingo, 30 de outubro de 2011

CASA BALLESTER:

Durante muito anos vimos esta chácara urbana entregue as vicissitudes do tempo, seu aspecto era de degradação e suas estruturas orginais começavam a se desfazer, seu belo visual sempre ficava obscurecido pelas péssimas condições em que se encontrava. Um grande perigo para as construções centenárias em nossa cidade sempre foi a desocupação destas estruturas e a sua falta de conservação que geram um sentimento de repulsa e depreciação visual aos transeuntes. Para felicidade minha e de todos os riograndinos a Casa Ballester esta sendo reformada, digo reformada e não restaurada, porque no processo de reconstrução, estruturas originais do âmbito interno deste sitio estão sendo alteradas e descaracterizadas, apesar disso temos que nos regozijar por estar esta tão bela edificação sendo reedificada. No que se refere aos itens originais da estrutura externa podemos ter com a reforma uma idéia muito boa de como eram construídas as chácaras que ficavam na região extra muros (região além das trincheiras) da cidade do Rio Grande em um período que a produção rural tanto da cidade como da ilha dos marinheiros abastecia de víveres nossa cidade......enfim mais um ponto para aqueles que tem amor pelo nosso patrimônio histórico edificado e lutam para vê-lo preservado.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

HISTÓRIA GERAL DA ÁFRICA: 8 VOLUMES

O site da Unesco no Brasil está disponibilizando gratuitamente os oito tomos da coleção História Geral da África a Historiadores e profissionais da área de educação, como também a todos que se interessam pelo estudo dos aspectos culturais, politicos e religiosos desta região do globo , apoiando com esta iniciativa a nova visão governamental de ensinar história do continente africano nas escolas brasileiras e valorizar a cultura africana entre nós. Uma bela oportunidade de adquirir uma coleção clássica e completa sobre os mais diversos aspectos da cultura do continente negro. Basta acessar o site da unesco e fazer de maneira gratuita o download em: http://www.unesco.org/pt/brasilia, Não deixem de adquirir um excelente material de trabalho e pesquisa, que em muito enriquecerá sua visão acerca dos aspectos do desenvolvimento e cultura das nações africanas, um belo apanhado desde a pré historia até nossos dias.....

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

PRESÉPIOS NO CENTRO MUNICIPAL DE CULTURA:

Não deixem de visitar até o dia 19 desde mês as coleções de presépios de Ana Maria Divério e Helenice Magroski Gomes, no Centro Municipal de Cultura Inah Emil Martensen(CMC) na sala de exposições Abeillard Barreto. Estive em recente visita ao local e pude constatar a beleza dos presépios mostrados na exposição, são nove modelos de gesso, dos mais variados tamanhos, mostrando as mais diversas tendências de estilo, vale a pena conferir, o CMC fica na Rua Marechal Flôriano Peixoto número 91, aberto nos horários da manhã e tarde!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

EXPOSIÇÃO NO CENTRO MUNICIPAL DE CULTURA:

Em recente visita a galeria de artes do Centro Municipal de Cultura Inah Emil Martensen (Marechal Flôriano, 91), conheci as esculturas de Marcelo Ferreira, artista riograndino de grande talento e dotado de um profundo senso social em suas obras. Através da reutilização de materiais diversos que o mesmo coleta e recebe de amigos, Marcelo cria suas obras e manifesta através destas seus anseios e aspirações. Seu trabalho possui uma nítida influência dos devaneios oníricos de Salvador Dali, Vasco Prado e Chico Stockinger e demostra através das obras uma profunda angustia e preocupação com os dramas da existência humana e com as minorias que vivem em situação de constante risco social, a problemática dos desvalidos, fica evidente ao longo da análise que fazemos de todo trabalho exposto. Percebemos sem sombra de dúvidas uma forte contestação ao sistema vigente e as desigualdades advindas desse mesmo sistema. Seu trabalho é resultado de seu tempo, e demonstra claramente a fragmentação social em que vivemos. Suas obras visualmente podem não ser agradáveis para alguns, mas a arte apesar de nem sempre ser facilmente assimilada e digerida é em última análise produto de sua época e do meio circulante onde vivemos. Não deixem de visitar mais essa interessante mostra da criatividade de nossos talentos locais que fica aberta até o dia 20 de agosto.....Parabéns pelo seu trabalho Marcelo.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

NOSSA MEMÓRIA AMEAÇADA PELO DESCASO!

Muito se tem falado em nossa cidade sobre desenvolvimento e a entrada de novas empresas e capitais na Noiva do Mar, esses novos eventos tem gerado um clima de euforia e uma perspectiva de mudança para melhor no quadro ecônomico da região sul do Estado, principalmente em Rio Grande. Nesse ínterin estamos vivendo neste mês a Fearg/Fecis, onde as potêncialidades de nossos artesãos e industriais são mostradas para um público que a cada ano que passa torna mais impactante os efeitos positivos de um evento tão significativo como a Fearg/Fecis, mas como a intenção desde blog sempre foi a de concientizar sobre a importância da preservação do patrimônio histórico e alertar sobre as prováveis ações e más intensões que levem a degradação desse mesmo patrimônio, não pude deixar de notar ao visitar o local da feira o lastimável estado de conservação apresentado pela locomotiva localizada no Centro de Eventos administrado pela prefeitura municipal, um equipamento que deveria servir de exemplo para todas as gerações sobre a importância das ferrovias para nossa cidade está esquecido e em avançado estado de degradação, apresentando rupturas em sua estrutura, provocadas pela ferrugem, inclusive servindo como depósito de lixo, onde latas de tinta e outros objetos são depositados, podendo inclusive provocar acidentes graves as crianças que ali circulam, e que brincam aprendendo a dar seus primeiros passos no sentido de conhecer o nosso tão glorioso passado. Não podemos aceitar de forma alguma o descaso do poder público com aqueles equipamentos visto que o patrimônio público precisa ser conservado e tratado de uma maneira mais digna, dentro da perspectiva que são documentos vivos da nossa história e servem como evidência e testemunho para as futuras gerações sobre o trabalho de fundamental importância realizado pela rede ferroviária em Rio Grande!Uma atitude urgente precisa ser tomada quanto ao resgate do nosso já tão escasso e dilapidado patrimônio ferroviário, devido ao risco eminente de num curto espaço de tempo não termos mais referência alguma sobre a grandiosidade de suas ações no sentido de desenvolver nossa sociedade. Não só a ferrovia, mas as gerações passadas merecem o resgate de sua memória.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

JORNADAS CULTURAIS:

A nota positiva do mês de junho na cidade do Rio Grande foi o evento realizado no dia 9 no Centro de Formação Escola Viva (Antiga Cadeia Municipal, agora restaurada) e promovido pelo Centro de Memória Bunge. Os participantes tiveram a oportunidade de assistir palestras e discussões envolvendo as questões de patrimônio cultural e memória social. Na parte da manhã o tema foi patrimônio e preservação da cultura local com o professor Fabio Vergara e a tarde aconteceu uma mesa redonda sobre questões pertinentes ao patrimônio.

DESTAQUE: Chamou a atenção de todos a organização impecável do evento, visto que a inscrição e documentos pertinentes no site, local, credenciamento, coffe break e acreditem...entrega de certificado de participação no final do evento, foram sem sombra de dúvida, todos eles, acima da média. Que sirva a todos o exemplo dado e que os próximos eventos desse tipo na cidade possam seguir a mesma linha e os mesmos critérios,principalmente em relação a entrega dos certificados, pois chama a atenção de forma negativa a demora na entrega dos mesmos em eventos realizados em nossa cidade.

CONCLUSÃO: O que de mais importante ficou no evento foi a necessidade de haver uma maior integração e troca de informações entre as instituições culturais que trabalham na área de patrimônio, a fim de uma maior contribuição no que se refere a conscientização popular quanto ao quesito patrimônio.....Parabéns aos promotores.

domingo, 30 de maio de 2010

Audiência Pública sobre edificações de interesse cultural:

JustificarNo último dia 28 foi realizada uma audiência pública na Câmara de Vereadores do Rio Grande, objetivando apresentar aos vereadores locais e a população em geral o substitutivo à lei 80/2007, que declara de interesse cultural as edificações que fazem parte do inventário de bens culturais imóveis da nossa cidade. Esta lei tem relacionadas 509 construções declaradas pela prefeitura municipal como de interesse sociocultural e dentro deste interín foram discutidos nesta audiência os aspectos positivos e negativos desta proposta de lei, a mesma por conter adendos polêmicos gerou grande controvérsia junto aos proprietários que estiveram presentes e que demonstraram inconformidade em relação as suas obrigações com os imóveis de sua propriedade. A impressão que ficou para estes é que existe um quadro muito mais punitivo que de suporte para os usuários dessas habitações e que a futura lei trará mais prejuizos do que isenções de impostos que viabilizem o processo de reconstrução e restauro dessas estruturas. Com toda certeza serão necessárias adaptações e discusões junto a comissão de constituição e justiça da câmara. Uma solução bastante proveitosa apresentada por um dos participantes seria a isenção do ISQN (imposto sobre serviços de qualquer natureza) cobrado pela Prefeitura municipal o que estimularia a ocupação e manutenção constante desses imóveis no sentido de evitar uma possível degradação futura. O obstáculo a essa proposta está na voracidade dos impostos cobrados pela administração pública no Brasil, visto que nas três esferas de poder, federal, estadual ou municipal,estes via de regra, não gostam de perder arrecadação, mesmo que esta perda momentânea venha futuramente, a médio e longo prazos, trazer um retorno financeiro interessante para os cofres públicos....preservar é preciso, trabalhar pela manutenção da nossa identidade....uma obrigação!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

VERNISSAGE FOTOGRÁFICA NO SOBRADO DOS AZULEJOS:

No dia 03/05/2010, Realizamos no Sobrado dos Azulejos a abertura oficial da exposição denominada: "Visões do Rio Grande", que contou com a participação dos colegas da Universidade Federal do Rio Grande, na figura dos acadêmicos do curso de história e da população, o evento ficou marcado pela presença de um bom público e acredito ter realizado plenamente seus objetivos básicos: concientização popular sobre a importância de valorizar o patrimônio histórico e o despertar para consciência em preservar as estruturas visuais de importância para o municipio do Rio Grande. A mostra permanecerá aberta a comunidade e ao público em geral até as 18:00 horas do dia 13 do corrente mês, uma bela oportunidade de conhecer os novos talentos locais e suas abordagens fotográficas sobre nossa cidade...vale a pena visitar.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

PROJETO VISÕES DO RIO GRANDE:

MOSTRA FOTOGRÁFICA VISÕES DO RIO GRANDE:

Convidamos a todos; Alunos, professores e a comunidade em geral a participarem da mostra fotográfica denominada "Projeto Visões do Rio Grande" onde Faremos um apanhado fotográfico abordando questões patrimoniais, antropológicas e ambientais do municipio do Rio Grande.

Componentes: Jefferson Dutra, Susan Machado, Tomás Mendes, Nathaniele Alave e Diogo Tribino.

Abertura do evento: 03 de maio de 2010 às 18:30 horas

Término: 13 de maio de 2010.

Horário de visitação: 2ª a 6ª feira das 14h às 18h.

Local: Sobrado dos Azulejos, Rua Marechal Floriano, 103, Rio Grande RS.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

EXPOSIÇÃO "LUGARES DE ESTAR":

Em recente visita ao Centro Municipal de Cultura Inah Emil Martensen, tive a oportunidade de vislumbrar a coleção de fotos intilulada "Lugares de Estar - Casa de Alayde e Oscar Felipe Rheingantz", onde me foi possível ter uma ótima visão sobre como funcionava o modus vivendi no âmbito interno das residências de famílias abastadas de nossa cidade no início do século xx, um momento especial para aqueles que como eu, apreciam o glorioso passado de nossa cidade e fiquei surpreso com os móveis, imagens, louças, brinquedos e utensílios domésticos que eram utilizados nessas habitações. Os detalhes capturados nas imagens nos permitem visualizar um pouco da forma de viver, hábitos e costurmes da família Lopes Rheingatz no período em que viveram na casa, no começo do século xx. Os ambientes, os presentes ganhos e cenários preparados para receber convidados em festas de aniversário, os brinquedos de crianças e objetos de decoração, entre outros elementos, formam um rico conjunto de imagens que nos transportam para perto do dia a dia dessa família e das formas de organizar os lugares de vivência íntima. O CMC promove durante todo ano exposições e eventos que valorizam os talentos e a história local e uma boa pedida é visitá-lo e conhecer nossas potencialidades, está situado a Rua Marechal Flôriano nº 91 e tem sua portas abertas nos dois turnos, manhã e tarde!
Referência: informativo do Centro Municipal de Cultura.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

DESTRUIÇÃO DOS CORREIOS? NEM PENSAR...

Recebi com tristeza e consternação a notícia vinculada no jornal AGORA publicado na última quinta feira, dizendo que a Empresa de Correios não tem mais interesse em restaurar a estrutura do seu prédio central em nossa cidade, dado o elevado custo da recuperação da devida estrutura. Segundo a matéria, a empresa estaria disposta a doar o prédio à municipalidade, uma medida a princípio deveras alvissareira, mas ao ler o texto com mais cuidado e na sua integralidade fiquei estarrecido ao tomar conhecimento da proposta do vereador Renato Albuquerque de simplesmente destruir o prédio objetivando a construção de uma praça. Essa atitude é de uma insensibilidade total e tenho absoluta certeza, que as forças vivas desta cidade e todos aqueles que têm amor e valorizam nosso patrimônio histórico se levantarão diante de uma perspectiva desse tipo. Devemos valorizar o nosso patrimônio histórico, que é um testemunho vivo de nossa história e de nossa evolução, e que não pode estar à mercê de interesse algum que não seja o de servir a nossa comunidade e de realçar e reafirmar a nossa identidade de riograndinos. Não precisamos de mais praças no entorno, já temos duas grandes praças a menos de cem metros uma da o outra e por sinal, muito mal cuidadas, apelo encarecidamente a toda comunidade que não aceite esse tipo de proposição, visto que é um descalabro total. O prédio dos correios juntamente com o da câmara de comércio são dois icones do movimento modernista em Rio Grande.

sábado, 20 de março de 2010

Projeto que regulamenta profissão de historiador é aprovado na CAS

10/03/2010 - 16h21....A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) aprovou nesta quarta-feira (10) o PLS 368/09, projeto de lei que regulamenta a profissão de historiador. O autor da proposta é o senador Paulo Paim (PT-RS). O texto foi votado em decisão terminativa.O relator da matéria, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), afirmou durante a votação desta quarta que "esse projeto não impede o desempenho da atividade de historiador por aqueles que o fazem por vontade própria ou vocação; apenas garante para os respectivos cargos públicos a exigência do diploma de historiador".O projeto define que a profissão de historiador poderá ser exercida pelos diplomados em curso superior de graduação, mestrado ou doutorado em história. As atividades desse profissional são, de acordo com o projeto, o magistério; a organização de informações para publicações, exposições e eventos sobre temas históricos; o planejamento, a organização, a implantação e a direção de serviços de pesquisa histórica; o assessoramento para avaliação e seleção de documentos para fins de preservação; e a elaboração de pareceres, relatórios, planos, projetos, laudos e trabalhos sobre temas históricos.Em seu voto pela aprovação do projeto, Cristovam observa que, atualmente, a atividade do historiador não está mais restrita à sala de aula e que a presença desse profissional é cada vez mais requisitada pelos centros culturais, museus, assessoria e consultorias a empresas de publicidade, turismo e produtores de cinema, jornalismo e televisão. Por esse motivo, o relator se manifesta favoravelmente a que a profissão seja valorizada e reconhecida legalmente....www.caféhistoria.ning.com

VANDALISMO!

Infelizmente, ações de vandalismo como essa ainda são praticadas na nossa cidade, as luminárias que foram incluídas no projeto de restauração do calçadão da rua General Bacelar foram destruídas pela ação de marginais e bandidos que nada tem a ver com o espírito de solidariedade e conservação do nosso patrimônio, atitudes como essa depõen contra a nossa sociedade e devem ser combatidas sem trégua, afinal em última análise é o dinheiro do contribuinte e a nossa imagem que estão sendo jogados no ralo...cabe a denúncia, punição aos infratores e medidas educacionais que venham futuramente coibir e educar nossas crianças contra atos de barbarismo como esse...lamentável atitude!