Patrimônio Histórico e Urbânidade em Rio Grande:

A cidade do Rio Grande por sua tradição histórica e por sua importância dentro do cenário ecônomico do Brasil sul meridional sempre foi uma região de confluência de interesses dos mais diversos povos e de tendências políticas ou ecônomicas. no decorrer destes ultimos duzentos e setenta e três anos a cidade se desenvolveu apesar de todas as dificuldades que enfrentou: problemas com imigração, conflito de fronteiras, dificuldades com a natureza, invasões espanholas e crises ecônomicas. superados esses problemas com muito sangue, suor e lágrimas, foi notável o desenvolvimento desta cidade, pois, muito fácil é observar o crescimento que se consubstanciou na forma de nossos prédios históricos e realizações culturais, entre elas podemos citar: a primeira biblioteca do RS, Câmara de Vereadores, industria textil, linha de bondes regular e refinaria de petróleo do país, entre outras.

Fica estabelecido que é na observação e valorização do nosso rico passado e nas nossas construções históricas que estão as soluções para os problemas de nossa cidade. Hoje nas grandes capitais da Europa o turismo histórico é uma realidade, pense nisso e vamos mudar a conjuntura....


terça-feira, 10 de agosto de 2010

THEO WIEDERSPAHN E A RHEINGANTZ:

Theodor Alexander Josef wiederspahn, mais conhecido como Theo Wiederspahn (Wiesbaden, 19 de fevereiro de 1878 - Porto Alegre, 12 de novembro de 1952) foi um arquiteto alemão que executou muitas obras no Brasil, inclusive na cidade do Rio Grande. Formou-se na Escola de Construção de Wiesbaden em 1894 e migrou para o Brasil em 1908, para trabalhar na Viação Férrea, o que acabou não acontecendo por problemas de contrato. Passou então a Trabalhar como arquiteto no escritório de engenharia de Rudolf Ahrons, um porto-alegrense que havia se formado em Engenharia Civel na Escola Politécnica de Berlin em 1903. Wiederspahn lá trabalhou até 1914, quando a firma foi fechada por causa da Primeira Guerra Mundial. Após a guerra, ele fundou sua própria firma, que faliu em 1930, por causa da crise que assolou a economia mundial naquela época. Em 1933, com a exigência do registro profissional, Theo foi rebaixado para a categoria de "construtor licenciado", passando então a trabalhar para a Igreja Evangélica de Confissão Luterana, onde teve suas atividades novamente interrompidas durante a Segunda Guerra Mundial. Abriu escritório na cidade de Novo Hamburgo, onde foi responsável por algumas obras residênciais e pela construção do prédio da Sociedade Frohsin (hoje Aliança). Theo teve tanta visibilidade e tanta fama que ainda hoje é lembrado como o maior arquiteto gaúcho de todos os tempos. Por isso atraiu inveja, ciúme e despeito. Por ser de origem alemã, mesmo estando perfeitamente integrado à vida no sul, sofreu perseguições políticas durante a segunda guerra. Por causa do desgosto e muito ressentido pelo tratamento que recebera, acabou entrando em depressão e morrendo aos 73 anos. Foi o responsavel pelo projetos de grandiosas obras como a da Delegacia Fiscal (atual Margs), Correios e Telégrafos (atual Memorial do Rio Grande do Sul), Cervejaria Bopp (depois Brahma), Hotel Magestic (Casa de Cultura Mário Quintana), Hospital Moinhos de Vento e a nossa tão querida e especial Fabrica Rheingantz, entre outras obras relevantes.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

NOSSA MEMÓRIA AMEAÇADA PELO DESCASO!

Muito se tem falado em nossa cidade sobre desenvolvimento e a entrada de novas empresas e capitais na Noiva do Mar, esses novos eventos tem gerado um clima de euforia e uma perspectiva de mudança para melhor no quadro ecônomico da região sul do Estado, principalmente em Rio Grande. Nesse ínterin estamos vivendo neste mês a Fearg/Fecis, onde as potêncialidades de nossos artesãos e industriais são mostradas para um público que a cada ano que passa torna mais impactante os efeitos positivos de um evento tão significativo como a Fearg/Fecis, mas como a intenção desde blog sempre foi a de concientizar sobre a importância da preservação do patrimônio histórico e alertar sobre as prováveis ações e más intensões que levem a degradação desse mesmo patrimônio, não pude deixar de notar ao visitar o local da feira o lastimável estado de conservação apresentado pela locomotiva localizada no Centro de Eventos administrado pela prefeitura municipal, um equipamento que deveria servir de exemplo para todas as gerações sobre a importância das ferrovias para nossa cidade está esquecido e em avançado estado de degradação, apresentando rupturas em sua estrutura, provocadas pela ferrugem, inclusive servindo como depósito de lixo, onde latas de tinta e outros objetos são depositados, podendo inclusive provocar acidentes graves as crianças que ali circulam, e que brincam aprendendo a dar seus primeiros passos no sentido de conhecer o nosso tão glorioso passado. Não podemos aceitar de forma alguma o descaso do poder público com aqueles equipamentos visto que o patrimônio público precisa ser conservado e tratado de uma maneira mais digna, dentro da perspectiva que são documentos vivos da nossa história e servem como evidência e testemunho para as futuras gerações sobre o trabalho de fundamental importância realizado pela rede ferroviária em Rio Grande!Uma atitude urgente precisa ser tomada quanto ao resgate do nosso já tão escasso e dilapidado patrimônio ferroviário, devido ao risco eminente de num curto espaço de tempo não termos mais referência alguma sobre a grandiosidade de suas ações no sentido de desenvolver nossa sociedade. Não só a ferrovia, mas as gerações passadas merecem o resgate de sua memória.

HISTÓRIA DA FERROVIA NO BRASIL E EM RIO GRANDE:



No fim do século XVIII, houve diversas tentativas de se adaptar a recém-inventada máquina a vapor a um veículo sobre rodas, mas todas falharam devido ao estado das estradas. Em 1803, no entanto, o engenheiro inglês Richard Trevithick teve a idéia de colocar o veículo a vapor sobre trilhos, para que deslizasse mais suavemente. A idéia das "ferrovias". porém, não era nova. Carros sobre trilhos, puxados por cavalos, já estavam sendo usados na maior parte das grandes minas, na época. A primeira linha férrea - a linha da mina Stockton a Darlington - foi aberta em 1825. Tinha 16 quilômetros e foi construída por George Stephenson. Ele construiu também a primeira linha de passageiros (1830) e as máquinas para ela. Essa linha ia de Liverpool a Manchester.
No Brasil, a primeira ferrovia foi inaugurada em 1854. Era a Estrada de Ferro Mauá, com apenas 19,9 quilômetros de linha, entre a baía de Guanabara e Raiz da Serra, em direção a Petrópolis. Na cidade do Rio Grande as atividades ferroviárias iniciaram em 1884 e a linha que ligava a cidade ao balneario do Cassino foi inaugurada em 26 de janeiro de 1890. O transporte ferroviário em nossa cidade foi de extrema importância para o desenvolvimento de nossa econômia servindo de elo de ligação com as demais localidades do estado, através do transporte de passageiros e mercadorias que em muito contribuiram para crescimento e desenvolvimento, não só do nosso município, mas de todo o estado do Rio Grande do Sul.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

CASSINO DOS MESTRES:

O que consta sobre a finalidade da edificação daquela residência em 1911 é que, devido a necessidade da empresa num determinado processo da sua evolução de contratar mão de obra especializada, resolve projetar a construção de um "Cassino dos Mestres". O Cassino dos Mestres era um edifício que pretendia atender as funções de lazer e habitação para alguns mestres, principalmente os recém chegados da Europa. O projeto foi solicitado ao escritório de R.Ahrons, que em maio de 1911 concluiu esse trabalho. As plantas originais conferem a autoria dessa obra ao escritório de engenharia R.Ahrons, a maior empresa construtora de Porto Alegre. Responsável por obras significativas da arquitetura do Rio Grande do Sul e, especificamente, de Porto Alegre, a firma contava na sua fase mais produtiva, com o arquiteto Theo Wiedersphan, na chefia do departamento de arquitetura. Os terrenos onde foram construídos o Cassino dos Mestres, e mais tarde o Grupo Escolar e as demais casas para funcionários, foram adquiridos por permuta com a Intendência Municipal. O Cassino dos Mestres servia como ponto de encontro dos mestres da fábrica, com acomodações para reuniões, sala de leitura com biblioteca, bilhar, podendo inclusive servir refeições para os mestres solteiros, e foi sede da Sociedade de Mutualidade e da Biblioteca da fábrica Rheingantz.
Fonte: Rheingantz: Uma Vila Operária em Rio Grande de Viviam S. Paulitsh/2008.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

ILHA DOS MARINHEIROS.

Recanto de Nossa Senhora de Lourdes!

Cidade do Rio Grande (industrialização e urbanidade (1873-1990).

Ao ler esta brilhante publicação de Solismar Fraga Martins, me retorna a idéia a obra do professor Fortunato Pimentel que na década de 40 do século passado publicou uma inestimável cartilha sobre os mais variados aspectos da sociedade riograndina, uma publicação valiosa ao trabalho e estudo de historiadores e curiosos sobre nossa comunidade em meados do século xx. O trabalho de Martins tem como característica uma análise do processo industrial em Rio Grande e presta-se como um complemento e atualização ao trabalho pioneiro de Pimentel, visto que o processo industrial teve vários desdobramentos desde os anos 40 e necessitava de uma nova abordagem a fim de identificar as características que o constituiu. Aborda aspectos da industrialização do final do século XIX, construção dos molhes da barra, expansão urbana e construção do super porto numa linguagem clara e de fácil assimilação, mesmo aos leigos que estejam interessados em um estudo deveras interessante. Recomendo esta obra a todos que como eu valorizam nossa cidade e suas potêncialidades e que em tudo envidam esforços no sentido de engrandecer tanto nosso presente como nosso passado glorioso. O futuro está por vir e será reflexo de um passado que em última análise será construído por todos nós, um povo sem passado e sem memória é um povo sem identidade e sem referencial que o leve a perceber se caminhamos em destino a uma evolução ou decadência....Acreditar é preciso, trabalhar mais ainda!


segunda-feira, 28 de junho de 2010

JORNADAS CULTURAIS:

A nota positiva do mês de junho na cidade do Rio Grande foi o evento realizado no dia 9 no Centro de Formação Escola Viva (Antiga Cadeia Municipal, agora restaurada) e promovido pelo Centro de Memória Bunge. Os participantes tiveram a oportunidade de assistir palestras e discussões envolvendo as questões de patrimônio cultural e memória social. Na parte da manhã o tema foi patrimônio e preservação da cultura local com o professor Fabio Vergara e a tarde aconteceu uma mesa redonda sobre questões pertinentes ao patrimônio.

DESTAQUE: Chamou a atenção de todos a organização impecável do evento, visto que a inscrição e documentos pertinentes no site, local, credenciamento, coffe break e acreditem...entrega de certificado de participação no final do evento, foram sem sombra de dúvida, todos eles, acima da média. Que sirva a todos o exemplo dado e que os próximos eventos desse tipo na cidade possam seguir a mesma linha e os mesmos critérios,principalmente em relação a entrega dos certificados, pois chama a atenção de forma negativa a demora na entrega dos mesmos em eventos realizados em nossa cidade.

CONCLUSÃO: O que de mais importante ficou no evento foi a necessidade de haver uma maior integração e troca de informações entre as instituições culturais que trabalham na área de patrimônio, a fim de uma maior contribuição no que se refere a conscientização popular quanto ao quesito patrimônio.....Parabéns aos promotores.