Patrimônio Histórico e Urbânidade em Rio Grande:

A cidade do Rio Grande por sua tradição histórica e por sua importância dentro do cenário ecônomico do Brasil sul meridional sempre foi uma região de confluência de interesses dos mais diversos povos e de tendências políticas ou ecônomicas. no decorrer destes ultimos duzentos e setenta e três anos a cidade se desenvolveu apesar de todas as dificuldades que enfrentou: problemas com imigração, conflito de fronteiras, dificuldades com a natureza, invasões espanholas e crises ecônomicas. superados esses problemas com muito sangue, suor e lágrimas, foi notável o desenvolvimento desta cidade, pois, muito fácil é observar o crescimento que se consubstanciou na forma de nossos prédios históricos e realizações culturais, entre elas podemos citar: a primeira biblioteca do RS, Câmara de Vereadores, industria textil, linha de bondes regular e refinaria de petróleo do país, entre outras.

Fica estabelecido que é na observação e valorização do nosso rico passado e nas nossas construções históricas que estão as soluções para os problemas de nossa cidade. Hoje nas grandes capitais da Europa o turismo histórico é uma realidade, pense nisso e vamos mudar a conjuntura....


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

FÁBRICAS ANTIGAS DA CIDADE DO RIO GRANDE:

CHARUTOS POOCK:

Companhia de Charutos Poock. Sucessora de POOCK CIA. Originalmente organizado em sociedade comanditária por ações, a primeira fábrica de charutos Havaneses e Nacionais no gênero fundada no país.
Instalada na Cidade do Rio Grande desde 1891, pelo falecido Comendador Gustavo Poock e depois passando para o controle de seu filho Gustavo Poock Junior. Funcionava em um vasto prédio, especialmente construído para exploração desta indústria, localizava-se na Avenida Buarque de Macedo, onde hoje esta localizada a loja Tumeleiro (fábrica), seus escritórios estavam instalados no cruzamento das ruas Marechal Floriano e Benjamim Constant onde hoje temos o Banco Santander e a residência do Comendador Poock foi construída no local onde hoje funciona a Câmara Municipal do Rio Grande.
Das marcas de charuto destacavam-se as seguintes:

►Comercial.
►Régios.
►Vaidade.
►Ângela.
►Titular.
►Paulista.
►Regente.
►Morens.
►Caçador.
►Fênix.
►Clemência.

Sua produção era superior a sete milhões de charutos. No Rio Grande funcionou também por largos anos a fábrica de charutos e cigarros de Miguel José de Araujo.

Fonte: PIMENTEL, Fortunato. Aspectos Gerais do Município do Rio Grande. Porto Alegre 1944.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A ECONOMIA GAÚCHA DURANTE A REPÚBLICA VELHA: Frigorífico Anselmi

A economia gaúcha teve um grande impulso com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). A guerra praticamente acabou com a produção européia e, por isso, os produtos feitos no Rio Grande do Sul foram muito procurados tanto no Brasil como no exterior.
No inicio do século XX, a pecuária gaúcha passava por muitas dificuldades. Vários fatores contribuíram para isso:

►A baixa qualidade e o alto custo da produção, causados pela falta de tecnologia;
►A ausência de frigoríficos para melhor conservar a carne;
►A concorrência dos produtos platinos;
►Os interesses dos grandes fazendeiros do centro do país em manter o preço do charque o mais baixo possível.

Com a Primeira Guerra, a produção de carne na Europa foi praticamente paralisada. Isso fez com que a pecuária gaúcha se expandisse: a produção cresceu e os preços se elevaram. Além disso, como o Uruguai parou de produzir charque, pois quase toda carne uruguaia era mandada aos frigoríficos, o charque gaúcho viu-se livre da concorrência platina.
O Frigorífico Anselmi ficava na Rua Portugal nas proximidades da antiga cadeia pública.

domingo, 30 de setembro de 2012

VOCÊ SABIA?

Os sepultamentos na Cidade do Rio Grande eram realizados em meados do século XIX junto aos templos. O primeiro cemitério da cidade foi erguido junto a Igreja do Bom Fim, pela Irmandade do Santíssimo Sacramento, em 1834, ao sul dos antigos limites urbanos da cidade velha. A limitação em área desse cemitério e as freqüentes epidemias que assolavam a população, como a da cólera registrada em 1855, fizeram com que as autoridades buscassem outra área para construção de um novo cemitério. Este foi deslocado inicialmente para junto às trincheiras e posteriormente para a área em que permanece até os dias de hoje, ou seja, mantendo uma distância suficientemente segura para evitar contaminação da população pelos corpos vitimados pelas doenças contagiosas. Os primeiros sepultamentos ocorreram em 1861 e a partir de 1863 a municipalidade entregou a administração da necrópole para a Santa Casa de Misericórdia, e assim permanece até a atualidade.

As diferenças religiosas e sociais já ficavam registradas no período, pois ao lado do cemitério católico foi erguido o cemitério protestante, cujo primeiro túmulo data de 25 de fevereiro de 1856. Além do mais, os corpos de indigentes, prostitutas, escravos e outros indivíduos excluídos da sociedade eram enterrados numa área próxima aos novos cemitérios, porém fora dos limites destes, denominada cemitério dos proscritos.
O atual monumento ao trabalhador, na praça em frente à Igreja do Bom fim era o local onde até 1855/1856 servia de ambiente para os sepultamentos na Cidade do Rio Grande e quem passa nos dias de hoje pelas cercanias, pelo menos na maioria dos transeuntes não tem idéia de que neste local que tinha sua entrada junto a Rua Andradas, ficavam depositados os mortos da cidade até a dada da transferência para o atual campo santo localizado na Rua 2 de Novembro.
Fonte: MARTINS, Solismar Fraga.Cidade do Rio Grande, Industrialização e Urbanidade (1873-1991). Rio Grande, Editora da Furg. 2006.




MONUMENTO AO TRABALHADOR:

Rua Duque de Caxias esquina com João Alfredo.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

RIO GRANDE UMA CIDADE QUE CHORA:

RIO GRANDE....PASSADO E FUTURO:


Rio Grande é uma cidade que atualmente passa por um sem-número de transformações econômicas e sociais, apesar deste desenvolvimento que trará em tese benefícios para a grande maioria de sua população, é necessário e urgente que não esqueçamos nosso passado e nossas raízes......repensar o passado também é planejar e vislumbrar um futuro melhor, assistam ao belo vídeo concebido pelo colega historiador Fernando Milani Marrera e comprovem que valorizando o passado encontraremos as referencias para uma vida futura prospera e cheia de realizações em nossa cidade.