
Citando Tanus Bastani, Valderez Pimentel nos coloca face à origem do vocábulo mascate: os portugueses auxiliados pelos libaneses cristãos, tomaram a cidade de Mascate, na Arábia, porto situado na costa do Golfo de Omã, no ano de 1658. Os portugueses que seguiram para aquela cidade árabe levaram mercadorias para ali fazerem a troca ou barganha e quando voltavam a Portugal eram chamados de mascates.
Ainda conforme Valderez Pimentel, dois pólos atraíam sírios na época da chegada ao Brasil: o do café e o da borracha. E, em relação ao comércio, esses imgrantes repetiram em maior escala o desbravamento dos antigos bandeirantes, descobriram novos mercados, resolveram as dificuldades de obter dinheiro vivo praticando o escambo e enfrentaram a concorrência através da introdução do pagamento escalonado, ou seja, a prestação mensal. A saga dos libaneses não difere da dos sírios e todos queriam fazer fortuna no menor prazo possível e voltar à Terra. Esse ânimo arrefeceu e o índice de fixação foi muito alto.
Os ambulantes, conforme prosperavam, iam escolhendo lugares de bom trânsito e lá montavam os seus negócios: a venda, o bazar, a loja de tecidos e o armarinho. Picadas, veredas, caatingas, rios, lombos de burro, carros de boi, embarcações. O sucesso profissional foi afastando esse pessoal empreendedor de suas práticas iniciais de comercialização e assentando-os num mercado da colônia. Com o decorrer dos anos desenvolveu-se no âmbito das cidades um pólo de comércio derivado de comerciantes libaneses e sírios. Hoje encontramos o "Turco da prestação" na indústria, no comércio, nos bancos e nas profissões liberais, Muitos que seguiram a carreira política são ministros de estado, governadores, senadores, deputados, prefeitos e vereadores.
A todos os sírios e libaneses que tiveram um importante papel no desenvolvimento do nosso município e país, com seu trabalho, esforço e dedicação, fazemos esse resgate historico no sentido de salvaguardar seu rico passado.... prestamos nossas homenagens....
Referência: O Comércio no Brasil, Iluminando a memória - Biblioteca Senac RG.