Patrimônio Histórico e Urbânidade em Rio Grande:

A cidade do Rio Grande por sua tradição histórica e por sua importância dentro do cenário ecônomico do Brasil sul meridional sempre foi uma região de confluência de interesses dos mais diversos povos e de tendências políticas ou ecônomicas. no decorrer destes ultimos duzentos e setenta e três anos a cidade se desenvolveu apesar de todas as dificuldades que enfrentou: problemas com imigração, conflito de fronteiras, dificuldades com a natureza, invasões espanholas e crises ecônomicas. superados esses problemas com muito sangue, suor e lágrimas, foi notável o desenvolvimento desta cidade, pois, muito fácil é observar o crescimento que se consubstanciou na forma de nossos prédios históricos e realizações culturais, entre elas podemos citar: a primeira biblioteca do RS, Câmara de Vereadores, industria textil, linha de bondes regular e refinaria de petróleo do país, entre outras.

Fica estabelecido que é na observação e valorização do nosso rico passado e nas nossas construções históricas que estão as soluções para os problemas de nossa cidade. Hoje nas grandes capitais da Europa o turismo histórico é uma realidade, pense nisso e vamos mudar a conjuntura....


sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A ARTE DE FOTOGRAFAR:

A fotografia não é, ou não deveria ser, o simples ato de clicar. Milhões de fotos são tiradas todos os dias sem nenhum contexto ou enfoque que possa explicá-las ou dar-lhes sentido. Pelo menos em tese a fotografia deveria vir carregada de significados e sentidos, uma abordagem ampla e que absorvesse todos os aspectos e acontecimentos da vida do fotógrafo. A imagem reproduzida é o conjunto dessas experiências e deve em muito transmitir nos seus resultados o produto de nossas aspirações mais profundas. Uma boa foto fala por si e não existe resposta mais gratificante ao profissional ou mesmo amador que ver a expressão de admiração ou aprovação daqueles que abservam as imagens e ao exaltarem os resultados produtivos do trabalho ou arte de clicar.

Para termos uma idéia clara do trabalho e reflexão acerca da arte fotográfica, apresento essa foto que cliquei em 5 de junho de 2010, num período de espera de aproximadamente 40 minutos, essa bela imagem do sol refletido nas águas da Laguna dos Patos nas proximidades do Yatch Clube e em frente a Ilha dos Marinheiros só foi possível nessa época do ano. O deslocamento que o sol faz sobre a abóboda celeste e sobre o horizonte terrestre ao longo do ano modifica totalmente o panorama visual das imagens registradas. Com os conhecimentos adquiridos nas leituras sobre mecânica celeste, na astrônomia e em observações empíricas em anos passados sobre os movimentos solares, foi possível eternizar um belo visual em Rio Grande.

Para que tenhamos imagens marcantes antes de mais nada, precisamos fazer crescer nosso subsídio de conhecimentos, observações e técnica fotográfica, a última cena deste ato é o processo de registro fotográfico. Fotografia é antes de mais nada resultado de uma vida de abordagens visuais e ciêntificas...."Vejam" mais sua cidade, boas leituras e...Boas fotos.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

HISTÓRIA GERAL DA ÁFRICA: 8 VOLUMES

O site da Unesco no Brasil está disponibilizando gratuitamente os oito tomos da coleção História Geral da África a Historiadores e profissionais da área de educação, como também a todos que se interessam pelo estudo dos aspectos culturais, politicos e religiosos desta região do globo , apoiando com esta iniciativa a nova visão governamental de ensinar história do continente africano nas escolas brasileiras e valorizar a cultura africana entre nós. Uma bela oportunidade de adquirir uma coleção clássica e completa sobre os mais diversos aspectos da cultura do continente negro. Basta acessar o site da unesco e fazer de maneira gratuita o download em: http://www.unesco.org/pt/brasilia, Não deixem de adquirir um excelente material de trabalho e pesquisa, que em muito enriquecerá sua visão acerca dos aspectos do desenvolvimento e cultura das nações africanas, um belo apanhado desde a pré historia até nossos dias.....

sábado, 18 de dezembro de 2010

UM POUCO DA HISTÓRIA DOS CLUBES CAIXEIRAIS:

Os Clubes Caixeirais surgiram no cenário social do Rio Grande do Sul nos anos oitenta do século XIX. Do período entre 1879 e 1890, datam as fundações de doze clubes: de Pelotas, Porto Alegre, Bagé, Livramento, Jaguarão, Santa Maria, Alegrete, São Gabriel, Rio Grande, Cachoeira, Uruguaiana e São Sepé. Ente 1877 e 1889, foram identificadas cinquenta e sete associações de socorro mútuo em atividade no Estado. O número de entidades de caixeiros era bastante expressivo, cerca de 21% das entidades existentes. A primeira entidade Caixeiral no Rio Grande do Sul foi o Clube Caixeiral de Pelotas, Fundado no final do ano de 1879. Seu surgimento é consequência da movimentação de caixeiros pelo fechamento das portas do comércio aos domingos e feriados, na parte da tarde. Esta movimentação resultou em um acordo estabelecido entre comerciantes e caixeiros, que visou a atender a solicitação dos últimos. O acordo foi firmado no dia 8 de dezembro de 1879. No dia 25 de dezembro, ocorreu a fundação do Clube Caixeiral de Pelotas. Os dirigentes do Clube continuaram, por muitos anos, na defesa do descanso. Em algumas vezes, insistiam para que a lei fosse cumprida. Em outras, para que fosse ampliada. O surgimento do Clube Caixeiral de Pelotas foi fruto de uma ação dos empregados do comércio pela melhoria das condições de trabalho. O cumprimento da lei de fechamento exigiu uma mobilização do Clube Caixeiral.

O Clube Caixeiral de Porto Alegre foi fundado no ano de 1882. Na assembléia de fundação, fizeram-se presentes 181 caixeiros. A comissão fundadora do Grêmio era composta por empregados do comércio. Entre os idealizadores do Clube estavam indivíduos provenientes de outros setores. Em Porto Alegre o movimento pelo descanso dominical dos caixeiros remonta ao ano de 1874, quando foi publicado o periódico O Social. A lei de fechamento foi aprovada no Código de Posturas Municipal de Porto Alegre em 1883. O presidente do Clube Caixeiral, Ernesto Silva, foi o autor do projeto de lei encaminhado à Câmara Municipal.

No ano de 1884, já existiam quatro Clubes Caixeirais no Estado, tendo como objetivo básico a conquista do descanso dominical. O Clube Caixeiral de Livramento teve sua fundação no dia 8 de julho de 1883, na presença de trinta e quatro caixeiros. Dois meses depois, os caixeiros de Livramento adquiriram o direito de fechamento das portas aos domingos. Nos primeiros tempos após a fundação, criou-se uma biblioteca, o que demonstra que as finalidades do Clube eram igualmente a resistência, assistência e instrução. Com semelhantes objetivos, existiu também o Clube Caixeiral de Bagé, fundado em 1883.

As informações do interior e de outras províncias, sobre as questões pertinentes aos caixeiros, circulavam nas páginas do jornal O Atleta que pertencia a associação. O esboço do contexto sobre a movimentação dos caixeiros no país e o mapeamento do Clubes no Estado e o posicionamento dos caixeiros mostrou a eficácia do jornal como instrumento de comunicação e divulgação dos interesses dos trabalhadores caixeiros.

Referência: Magalhães, Reginaldo. Clube Caixeiral, Curso de Guia de Turismo-Matéria de História da Arte. Senac Rio Grande.

ARQUITETURA DO PRÉDIO DO CLUBE CAIXEIRAL DO RIO GRANDE:

Edificação com suntuosa fachada em estilo eclético, foi inaugurada em 3 de maio de 1895 para abrigar a classe caixeral. Possui em seu acervo uma biblioteca com diversos livros, jornais e fotografias, além de móveis e utensílios com valor histórico-cultural.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

PRESÉPIOS NO CENTRO MUNICIPAL DE CULTURA:

Não deixem de visitar até o dia 19 desde mês as coleções de presépios de Ana Maria Divério e Helenice Magroski Gomes, no Centro Municipal de Cultura Inah Emil Martensen(CMC) na sala de exposições Abeillard Barreto. Estive em recente visita ao local e pude constatar a beleza dos presépios mostrados na exposição, são nove modelos de gesso, dos mais variados tamanhos, mostrando as mais diversas tendências de estilo, vale a pena conferir, o CMC fica na Rua Marechal Flôriano Peixoto número 91, aberto nos horários da manhã e tarde!

domingo, 31 de outubro de 2010

IGREJA DE SÃO PEDRO (1755):

Mandada construir pelo Governador e Capitão General Gomes Freire de Andrada, a igreja, considerando a época de sua construção, obedece de um modo geral às linhas do barroco-tardio, deixando transparecer em muitos detalhes, traços que lembram outros estilos. O acabamento pobre, de um gosto severo e frio que se revela na sua ornamentação e na nudez das suas paredes, é condizente com o tempo, com a gente e com o lugar, ainda mais se lembrarmos que ligando o porto da cidade do Rio Grande ao Atlântico, através da barra, há um canal de acesso que abrange uma distância de dezesseis quilômetros; na época, somente na margem direita deste canal havia oito fortes destinados a guarnecerem a praça por diversas vezes ameaçada, e que chegou a estar militarmente sob o domínio dos espanhóis por treze anos (24/04/1763 a 02/04/1776). A vila do Rio Grande de São Pedro dos idos de 1700 esteve muito longe de ser uma "Vila Rica". Haja vista a extrema simplicidade com que foi ornamentada a sua igreja, hoje reconhecida como um dos mais expressivos monumentos históricos e artísticos do Rio Grande do Sul. Afinal, a econômia minguada, a inospitalidade da povoação nascida como praça de guerra e a belicosidade existente na área desencorajariam a permanência ali de qualquer artista de renome. Se lembrarmos que até o planificador da igreja foi um militar: Manuel Vieira Leão, na oportunidade ajudante de artilharia com serviço de engenharia, somos até levados a pensar que na igreja do Rio Grande outros Vieiras devem ter proferido sermões "pelo bom sucesso das armas de Portugal", desta feita, contra as armas da Espanha. Há mais de dois séculos que gerações de pecadores e justos ali vão, e sob o seu teto, no seio dos seus Santos, sem prestarem atenção ao estilo, à tradição ou às raridades que o templo guarda, buscam encontrar o perdão e a paz. Apesar de ter sido despojada de muitas preciosidades, a Catedral conserva ainda entre suas alfaias muitas peças de raro valor. Sob seus altares e assoalhos jazem os restos mortais de figuras expônenciais da época colonial. Há um nicho numa parede, onde estão os despojos de Rafael Pinto Bandeira, " a maior espada continentina", herói rio-grandino cujo destaque como combatente na reconquista da Província do Rio Grande de São Pedro, o tornou digno de receber de D. Maria I, Rainha de Portugal, além de terras e honrarias, a patente de General-Brigadeiro do Exército português. Uma placa de mármore afixada na sua fachada reproduz uma declaração de próprio punho do Marquês de Tamandaré, onde o herói da guerra do Paraguai, também filho do Rio Grande, dá testemunho de ter sido ali batizado às pressas, pois apresentava perigo de morte ao nascer.

SANTO DE CASA NÃO FAZ MILAGRES....

Recentemente mostrei esta foto a uma colega de curso tentando divulgar meu blog, e ela ao observar ficou mais que surpresa com a bela imagem do templo religioso mostrado através do mesmo. Para minha surpresa ela me perguntou: onde fica este belo local? demonstrando desconhecer a Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Mais uma vez se confirma o ditado quando diz: "santo de casa não faz milagres", afinal para que Rio Grande se podemos sonhar com Londres, Paris ou Nova Yorque?

ESTRATÉGIAS DESTRUIDORAS.....

Nas idas e vindas pela cidade, através de um olhar mais apurado podemos constatar os muitos exemplos do descaso e da falta de conciência no que tange a preservação do nosso rico patrimônio histórico. Esta residência situada a Rua Barão de Cotegipe nº 115, é um exemplo marcante da atitude pouco ética e destruidora de alguns proprietários, pois apesar de esta bela casa verde estar listada no inventário de bens de interesse cultural da Prefeitura Municipal do Rio Grande ela não existe mais, deu lugar a este sobrado. A princípio, com vistas a mascarar a nova construção, foi mantida a fachada original, construindo em seu interior, para que quando a nova estrutura estivesse finalizada, fôsse derrubada a fachada antiga, acabando assim com o que restava da estrutura mais que centenária. Do mesmo modo consegui identificar mais dois exemplos desse tipo, um na rua Francisco Marques e outro na rua Doutor Nascimento, estes ainda em processo de construção, mantendo até não se sabe quando a fachada original, uma questão de tempo para que tudo seja posto a baixo. Atitudes como essa são deploráveis e atestam a ignorância e a falta de sensibilidade de alguns proprietários no que tange a importância da manutenção das estruturas originais. Devemos procurar "ver" mais nossa cidade, aumentando nosso sentimento de pertença em relação a mesma, aumentará da mesma forma nosso entendimento de mante-la integra para as gerações futuras.



RUÍNAS DO RIO GRANDE:

O transeunte vive em estado de alerta, numa extrema atenção que visa, antes de tudo, à sua própria sobrevivência. Seu olhar não pode demorar-se em nenhum ponto do mundo que o circunda, pois poderá ser tarde demais: por isso ele não espera que aquilo que vê o olhe, não anima mais o inanimado. Decadência da aura, crise da experiência: o transeunte perde a memória e com isso, a identidade. (Machado, in: OLIVEIRA e SANTANELLA, 1987:107).
Inserido no ritmo vertiginoso do cotidiano, o homem lança sobre a cidade um olhar retificado. Ele reconhece diariamente as trilhas que o conduzem a seus objetivos imediatos, sem que necessariamente perceba que é parte integrante e pulsante daquele espaço físico com uma história representativa que, mais do que um espaço político representa o ideal ético da comunidade. Vivemos tempos onde a única lógica parece ser a do consumo alienado dos signos. A dinâmica da contemporaneidade e o processo de aculturação gerado pela globalização provocam um jogo de dissolvências reforçado pela opacidade da urbe, geralmente imersa numa massa de signos. De acordo com um processo que propõe a diluição das fronteiras nacionais, as marcas diferenciadoras dos múltiplos espaços tendem a desaparecer, intensificando a uniformização da cultura e padronizando o comportamento. Com isso as cidades transformam-se em grandes massas urbanas destituídas de individualidade, onde o dinamismo da vida contemporânea conduz ao descartável. A paisagem urbana contemporânea é a expressão dos desequilíbrios econômicos, ecológicos e espaciais que marcaram o século xx.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

FONTES PRIMÁRIAS PARA PESQUISA: Rio Grande.

Para todos aqueles que tem interesse em conhecer um pouco mais sobre a história do município do Rio Grande, ou necessitam de fontes primárias para pesquisa acadêmica, escolar ou mesmo curiosidade pelos fatos do passado, tenho arquivados os três últimos anos da revista "O Peixeiro" publicados no jornal AGORA, matérias vinculadas na coluna do Professor Luiz Henrique Torres, abordando os mais variados aspectos e acontecimentos relativos ao desenvolvimento histórico da cidade onde nasceu o Rio Grande do Sul. Para os interessados pelos temas, basta enviar e-mail para jefferson1965@hotmail.com solicitando qual titulo de interesse para sua pesquisa,que prontamente disponibilizarei as cópias escaneadas sem qualquer custo. Segue abaixo uma lista com os temas arquivados: Basta clicar nas tabelas para ter a imagem ampliada.


domingo, 24 de outubro de 2010

INFLUÊNCIA DA IMIGRAÇÃO ALEMÃ EM RIO GRANDE:

A entrada dos imigrantes alemães no Rio Grande do Sul a partir de 25 de julho de 1824 marca um ponto de inflexão na cultura, econômia e sociedade gaúchos. Os imigrantes trazem um novo ânimo a econômia rio-grandense. Sua contribuição na cidade do Rio Grande ficou fortemente marcada no comércio atacadista de importação e exportação. Esse comércio foi responsável pela acumulação de capital primitivo que possibilitaria o surgimento da industrialização em nossa cidade e na fundação de clubes, sociedades filantrópicas e culturais de origem germânica. Muito pouco foi escrito sobre a presença germânica na cidade Noiva do Mar, sobre seus hábitos culturais, trabalho e dificuldades enfrentadas na adaptação a nova terra, assim como sobre sua influência em nossa cultura e as perseguições que os mesmos sofreram a partir da entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial em 1942. Muito há que ser feito para que possamos compreender a real importância dos teotônicos em nossa terra dando a estes o valor devido. O livro de Wagner Philip Portella Heinz, carregado de uma abordagem clara e muito simples mesmo aos leigos, tenta resgatar pelo menos em parte, a memória daqueles que com tanto esforço e trabalho contribuiram de maneira marcante com seus saberes, técnica e labor para o crescimento da terra de Silva Paes. Recomendo esta excelente obra a todos.....boa leitura!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

VITOR RAMIL - DEIXANDO O PAGO



Um dia serás pó, pó nas areias do tempo, pó que maltrata os olhos de alguém, lembranças esquecidas de um tempo que se foi...uma lágrima rolada na passagem das épocas, num mar de saudade que se transforma, por aquilo que não foi e deveria ter sido. (Jefferson).

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

EXPOSIÇÃO NO CENTRO MUNICIPAL DE CULTURA:

Em recente visita a galeria de artes do Centro Municipal de Cultura Inah Emil Martensen (Marechal Flôriano, 91), conheci as esculturas de Marcelo Ferreira, artista riograndino de grande talento e dotado de um profundo senso social em suas obras. Através da reutilização de materiais diversos que o mesmo coleta e recebe de amigos, Marcelo cria suas obras e manifesta através destas seus anseios e aspirações. Seu trabalho possui uma nítida influência dos devaneios oníricos de Salvador Dali, Vasco Prado e Chico Stockinger e demostra através das obras uma profunda angustia e preocupação com os dramas da existência humana e com as minorias que vivem em situação de constante risco social, a problemática dos desvalidos, fica evidente ao longo da análise que fazemos de todo trabalho exposto. Percebemos sem sombra de dúvidas uma forte contestação ao sistema vigente e as desigualdades advindas desse mesmo sistema. Seu trabalho é resultado de seu tempo, e demonstra claramente a fragmentação social em que vivemos. Suas obras visualmente podem não ser agradáveis para alguns, mas a arte apesar de nem sempre ser facilmente assimilada e digerida é em última análise produto de sua época e do meio circulante onde vivemos. Não deixem de visitar mais essa interessante mostra da criatividade de nossos talentos locais que fica aberta até o dia 20 de agosto.....Parabéns pelo seu trabalho Marcelo.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

THEO WIEDERSPAHN E A RHEINGANTZ:

Theodor Alexander Josef wiederspahn, mais conhecido como Theo Wiederspahn (Wiesbaden, 19 de fevereiro de 1878 - Porto Alegre, 12 de novembro de 1952) foi um arquiteto alemão que executou muitas obras no Brasil, inclusive na cidade do Rio Grande. Formou-se na Escola de Construção de Wiesbaden em 1894 e migrou para o Brasil em 1908, para trabalhar na Viação Férrea, o que acabou não acontecendo por problemas de contrato. Passou então a Trabalhar como arquiteto no escritório de engenharia de Rudolf Ahrons, um porto-alegrense que havia se formado em Engenharia Civel na Escola Politécnica de Berlin em 1903. Wiederspahn lá trabalhou até 1914, quando a firma foi fechada por causa da Primeira Guerra Mundial. Após a guerra, ele fundou sua própria firma, que faliu em 1930, por causa da crise que assolou a economia mundial naquela época. Em 1933, com a exigência do registro profissional, Theo foi rebaixado para a categoria de "construtor licenciado", passando então a trabalhar para a Igreja Evangélica de Confissão Luterana, onde teve suas atividades novamente interrompidas durante a Segunda Guerra Mundial. Abriu escritório na cidade de Novo Hamburgo, onde foi responsável por algumas obras residênciais e pela construção do prédio da Sociedade Frohsin (hoje Aliança). Theo teve tanta visibilidade e tanta fama que ainda hoje é lembrado como o maior arquiteto gaúcho de todos os tempos. Por isso atraiu inveja, ciúme e despeito. Por ser de origem alemã, mesmo estando perfeitamente integrado à vida no sul, sofreu perseguições políticas durante a segunda guerra. Por causa do desgosto e muito ressentido pelo tratamento que recebera, acabou entrando em depressão e morrendo aos 73 anos. Foi o responsavel pelo projetos de grandiosas obras como a da Delegacia Fiscal (atual Margs), Correios e Telégrafos (atual Memorial do Rio Grande do Sul), Cervejaria Bopp (depois Brahma), Hotel Magestic (Casa de Cultura Mário Quintana), Hospital Moinhos de Vento e a nossa tão querida e especial Fabrica Rheingantz, entre outras obras relevantes.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

NOSSA MEMÓRIA AMEAÇADA PELO DESCASO!

Muito se tem falado em nossa cidade sobre desenvolvimento e a entrada de novas empresas e capitais na Noiva do Mar, esses novos eventos tem gerado um clima de euforia e uma perspectiva de mudança para melhor no quadro ecônomico da região sul do Estado, principalmente em Rio Grande. Nesse ínterin estamos vivendo neste mês a Fearg/Fecis, onde as potêncialidades de nossos artesãos e industriais são mostradas para um público que a cada ano que passa torna mais impactante os efeitos positivos de um evento tão significativo como a Fearg/Fecis, mas como a intenção desde blog sempre foi a de concientizar sobre a importância da preservação do patrimônio histórico e alertar sobre as prováveis ações e más intensões que levem a degradação desse mesmo patrimônio, não pude deixar de notar ao visitar o local da feira o lastimável estado de conservação apresentado pela locomotiva localizada no Centro de Eventos administrado pela prefeitura municipal, um equipamento que deveria servir de exemplo para todas as gerações sobre a importância das ferrovias para nossa cidade está esquecido e em avançado estado de degradação, apresentando rupturas em sua estrutura, provocadas pela ferrugem, inclusive servindo como depósito de lixo, onde latas de tinta e outros objetos são depositados, podendo inclusive provocar acidentes graves as crianças que ali circulam, e que brincam aprendendo a dar seus primeiros passos no sentido de conhecer o nosso tão glorioso passado. Não podemos aceitar de forma alguma o descaso do poder público com aqueles equipamentos visto que o patrimônio público precisa ser conservado e tratado de uma maneira mais digna, dentro da perspectiva que são documentos vivos da nossa história e servem como evidência e testemunho para as futuras gerações sobre o trabalho de fundamental importância realizado pela rede ferroviária em Rio Grande!Uma atitude urgente precisa ser tomada quanto ao resgate do nosso já tão escasso e dilapidado patrimônio ferroviário, devido ao risco eminente de num curto espaço de tempo não termos mais referência alguma sobre a grandiosidade de suas ações no sentido de desenvolver nossa sociedade. Não só a ferrovia, mas as gerações passadas merecem o resgate de sua memória.

HISTÓRIA DA FERROVIA NO BRASIL E EM RIO GRANDE:



No fim do século XVIII, houve diversas tentativas de se adaptar a recém-inventada máquina a vapor a um veículo sobre rodas, mas todas falharam devido ao estado das estradas. Em 1803, no entanto, o engenheiro inglês Richard Trevithick teve a idéia de colocar o veículo a vapor sobre trilhos, para que deslizasse mais suavemente. A idéia das "ferrovias". porém, não era nova. Carros sobre trilhos, puxados por cavalos, já estavam sendo usados na maior parte das grandes minas, na época. A primeira linha férrea - a linha da mina Stockton a Darlington - foi aberta em 1825. Tinha 16 quilômetros e foi construída por George Stephenson. Ele construiu também a primeira linha de passageiros (1830) e as máquinas para ela. Essa linha ia de Liverpool a Manchester.
No Brasil, a primeira ferrovia foi inaugurada em 1854. Era a Estrada de Ferro Mauá, com apenas 19,9 quilômetros de linha, entre a baía de Guanabara e Raiz da Serra, em direção a Petrópolis. Na cidade do Rio Grande as atividades ferroviárias iniciaram em 1884 e a linha que ligava a cidade ao balneario do Cassino foi inaugurada em 26 de janeiro de 1890. O transporte ferroviário em nossa cidade foi de extrema importância para o desenvolvimento de nossa econômia servindo de elo de ligação com as demais localidades do estado, através do transporte de passageiros e mercadorias que em muito contribuiram para crescimento e desenvolvimento, não só do nosso município, mas de todo o estado do Rio Grande do Sul.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

CASSINO DOS MESTRES:

O que consta sobre a finalidade da edificação daquela residência em 1911 é que, devido a necessidade da empresa num determinado processo da sua evolução de contratar mão de obra especializada, resolve projetar a construção de um "Cassino dos Mestres". O Cassino dos Mestres era um edifício que pretendia atender as funções de lazer e habitação para alguns mestres, principalmente os recém chegados da Europa. O projeto foi solicitado ao escritório de R.Ahrons, que em maio de 1911 concluiu esse trabalho. As plantas originais conferem a autoria dessa obra ao escritório de engenharia R.Ahrons, a maior empresa construtora de Porto Alegre. Responsável por obras significativas da arquitetura do Rio Grande do Sul e, especificamente, de Porto Alegre, a firma contava na sua fase mais produtiva, com o arquiteto Theo Wiedersphan, na chefia do departamento de arquitetura. Os terrenos onde foram construídos o Cassino dos Mestres, e mais tarde o Grupo Escolar e as demais casas para funcionários, foram adquiridos por permuta com a Intendência Municipal. O Cassino dos Mestres servia como ponto de encontro dos mestres da fábrica, com acomodações para reuniões, sala de leitura com biblioteca, bilhar, podendo inclusive servir refeições para os mestres solteiros, e foi sede da Sociedade de Mutualidade e da Biblioteca da fábrica Rheingantz.
Fonte: Rheingantz: Uma Vila Operária em Rio Grande de Viviam S. Paulitsh/2008.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

ILHA DOS MARINHEIROS.

Recanto de Nossa Senhora de Lourdes!

Cidade do Rio Grande (industrialização e urbanidade (1873-1990).

Ao ler esta brilhante publicação de Solismar Fraga Martins, me retorna a idéia a obra do professor Fortunato Pimentel que na década de 40 do século passado publicou uma inestimável cartilha sobre os mais variados aspectos da sociedade riograndina, uma publicação valiosa ao trabalho e estudo de historiadores e curiosos sobre nossa comunidade em meados do século xx. O trabalho de Martins tem como característica uma análise do processo industrial em Rio Grande e presta-se como um complemento e atualização ao trabalho pioneiro de Pimentel, visto que o processo industrial teve vários desdobramentos desde os anos 40 e necessitava de uma nova abordagem a fim de identificar as características que o constituiu. Aborda aspectos da industrialização do final do século XIX, construção dos molhes da barra, expansão urbana e construção do super porto numa linguagem clara e de fácil assimilação, mesmo aos leigos que estejam interessados em um estudo deveras interessante. Recomendo esta obra a todos que como eu valorizam nossa cidade e suas potêncialidades e que em tudo envidam esforços no sentido de engrandecer tanto nosso presente como nosso passado glorioso. O futuro está por vir e será reflexo de um passado que em última análise será construído por todos nós, um povo sem passado e sem memória é um povo sem identidade e sem referencial que o leve a perceber se caminhamos em destino a uma evolução ou decadência....Acreditar é preciso, trabalhar mais ainda!


segunda-feira, 28 de junho de 2010

JORNADAS CULTURAIS:

A nota positiva do mês de junho na cidade do Rio Grande foi o evento realizado no dia 9 no Centro de Formação Escola Viva (Antiga Cadeia Municipal, agora restaurada) e promovido pelo Centro de Memória Bunge. Os participantes tiveram a oportunidade de assistir palestras e discussões envolvendo as questões de patrimônio cultural e memória social. Na parte da manhã o tema foi patrimônio e preservação da cultura local com o professor Fabio Vergara e a tarde aconteceu uma mesa redonda sobre questões pertinentes ao patrimônio.

DESTAQUE: Chamou a atenção de todos a organização impecável do evento, visto que a inscrição e documentos pertinentes no site, local, credenciamento, coffe break e acreditem...entrega de certificado de participação no final do evento, foram sem sombra de dúvida, todos eles, acima da média. Que sirva a todos o exemplo dado e que os próximos eventos desse tipo na cidade possam seguir a mesma linha e os mesmos critérios,principalmente em relação a entrega dos certificados, pois chama a atenção de forma negativa a demora na entrega dos mesmos em eventos realizados em nossa cidade.

CONCLUSÃO: O que de mais importante ficou no evento foi a necessidade de haver uma maior integração e troca de informações entre as instituições culturais que trabalham na área de patrimônio, a fim de uma maior contribuição no que se refere a conscientização popular quanto ao quesito patrimônio.....Parabéns aos promotores.

domingo, 30 de maio de 2010

Audiência Pública sobre edificações de interesse cultural:

JustificarNo último dia 28 foi realizada uma audiência pública na Câmara de Vereadores do Rio Grande, objetivando apresentar aos vereadores locais e a população em geral o substitutivo à lei 80/2007, que declara de interesse cultural as edificações que fazem parte do inventário de bens culturais imóveis da nossa cidade. Esta lei tem relacionadas 509 construções declaradas pela prefeitura municipal como de interesse sociocultural e dentro deste interín foram discutidos nesta audiência os aspectos positivos e negativos desta proposta de lei, a mesma por conter adendos polêmicos gerou grande controvérsia junto aos proprietários que estiveram presentes e que demonstraram inconformidade em relação as suas obrigações com os imóveis de sua propriedade. A impressão que ficou para estes é que existe um quadro muito mais punitivo que de suporte para os usuários dessas habitações e que a futura lei trará mais prejuizos do que isenções de impostos que viabilizem o processo de reconstrução e restauro dessas estruturas. Com toda certeza serão necessárias adaptações e discusões junto a comissão de constituição e justiça da câmara. Uma solução bastante proveitosa apresentada por um dos participantes seria a isenção do ISQN (imposto sobre serviços de qualquer natureza) cobrado pela Prefeitura municipal o que estimularia a ocupação e manutenção constante desses imóveis no sentido de evitar uma possível degradação futura. O obstáculo a essa proposta está na voracidade dos impostos cobrados pela administração pública no Brasil, visto que nas três esferas de poder, federal, estadual ou municipal,estes via de regra, não gostam de perder arrecadação, mesmo que esta perda momentânea venha futuramente, a médio e longo prazos, trazer um retorno financeiro interessante para os cofres públicos....preservar é preciso, trabalhar pela manutenção da nossa identidade....uma obrigação!

SINOS DO CARMO!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

VERNISSAGE FOTOGRÁFICA NO SOBRADO DOS AZULEJOS:

No dia 03/05/2010, Realizamos no Sobrado dos Azulejos a abertura oficial da exposição denominada: "Visões do Rio Grande", que contou com a participação dos colegas da Universidade Federal do Rio Grande, na figura dos acadêmicos do curso de história e da população, o evento ficou marcado pela presença de um bom público e acredito ter realizado plenamente seus objetivos básicos: concientização popular sobre a importância de valorizar o patrimônio histórico e o despertar para consciência em preservar as estruturas visuais de importância para o municipio do Rio Grande. A mostra permanecerá aberta a comunidade e ao público em geral até as 18:00 horas do dia 13 do corrente mês, uma bela oportunidade de conhecer os novos talentos locais e suas abordagens fotográficas sobre nossa cidade...vale a pena visitar.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

PROJETO VISÕES DO RIO GRANDE:

MOSTRA FOTOGRÁFICA VISÕES DO RIO GRANDE:

Convidamos a todos; Alunos, professores e a comunidade em geral a participarem da mostra fotográfica denominada "Projeto Visões do Rio Grande" onde Faremos um apanhado fotográfico abordando questões patrimoniais, antropológicas e ambientais do municipio do Rio Grande.

Componentes: Jefferson Dutra, Susan Machado, Tomás Mendes, Nathaniele Alave e Diogo Tribino.

Abertura do evento: 03 de maio de 2010 às 18:30 horas

Término: 13 de maio de 2010.

Horário de visitação: 2ª a 6ª feira das 14h às 18h.

Local: Sobrado dos Azulejos, Rua Marechal Floriano, 103, Rio Grande RS.

sábado, 17 de abril de 2010

ARQUITETURA ECLÉTICA:

Em arquitetura, o Ecletismo é a mistura de estilos arquitetônicos do passado para a criação de uma nova linguagem arquitetônica. Apesar de sempre haver existido alguma mistura de estilos durante a história da arquitetura, o termo arquitetura eclética é usado em referência aos estilos surgidos durante o século XIX que exibiam combinações de elementos que podiam vir da arquitetura clássica, medieval, renascentista, barroca e neoclássica. Assim, o Ecletismo se desenvolveu ao mesmo tempo e em íntima relação com a chamada arquitetura historicista, que buscava reviver a arquitetura antiga e gerou os estilos "neos" (neogótico, neo-românico, neo-renascença, neobarroco, neoclássico etc.). Do ponto de vista técnico, a arquitetura eclética também se aproveitou dos novos avanços da engenharia do século XIX, como a que possibilitou construções com estruturas de ferro forjado.

AS VÁRIAS FASES DE UMA TRAGÉDIA:

Quanto tempo mais teremos que esperar para que tenhamos uma consciência no sentido de preservar? para perceber que é de fundamental importância conservar os traços do passado e a nossa identidade? somos riograndinos? vamos por em prática nosso direito a cidadania! Nas fotos uma progressão desde o início do século xx até o ano de 2010, os últimos dez anos marcaram a quase destruição total do Cassino dos Mestres, enquanto a burocracia emperra o processo de restauro, nosso patrimônio vai se degradando...sumindo!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

EXPOSIÇÃO "LUGARES DE ESTAR":

Em recente visita ao Centro Municipal de Cultura Inah Emil Martensen, tive a oportunidade de vislumbrar a coleção de fotos intilulada "Lugares de Estar - Casa de Alayde e Oscar Felipe Rheingantz", onde me foi possível ter uma ótima visão sobre como funcionava o modus vivendi no âmbito interno das residências de famílias abastadas de nossa cidade no início do século xx, um momento especial para aqueles que como eu, apreciam o glorioso passado de nossa cidade e fiquei surpreso com os móveis, imagens, louças, brinquedos e utensílios domésticos que eram utilizados nessas habitações. Os detalhes capturados nas imagens nos permitem visualizar um pouco da forma de viver, hábitos e costurmes da família Lopes Rheingatz no período em que viveram na casa, no começo do século xx. Os ambientes, os presentes ganhos e cenários preparados para receber convidados em festas de aniversário, os brinquedos de crianças e objetos de decoração, entre outros elementos, formam um rico conjunto de imagens que nos transportam para perto do dia a dia dessa família e das formas de organizar os lugares de vivência íntima. O CMC promove durante todo ano exposições e eventos que valorizam os talentos e a história local e uma boa pedida é visitá-lo e conhecer nossas potencialidades, está situado a Rua Marechal Flôriano nº 91 e tem sua portas abertas nos dois turnos, manhã e tarde!
Referência: informativo do Centro Municipal de Cultura.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

DESTRUIÇÃO DOS CORREIOS? NEM PENSAR...

Recebi com tristeza e consternação a notícia vinculada no jornal AGORA publicado na última quinta feira, dizendo que a Empresa de Correios não tem mais interesse em restaurar a estrutura do seu prédio central em nossa cidade, dado o elevado custo da recuperação da devida estrutura. Segundo a matéria, a empresa estaria disposta a doar o prédio à municipalidade, uma medida a princípio deveras alvissareira, mas ao ler o texto com mais cuidado e na sua integralidade fiquei estarrecido ao tomar conhecimento da proposta do vereador Renato Albuquerque de simplesmente destruir o prédio objetivando a construção de uma praça. Essa atitude é de uma insensibilidade total e tenho absoluta certeza, que as forças vivas desta cidade e todos aqueles que têm amor e valorizam nosso patrimônio histórico se levantarão diante de uma perspectiva desse tipo. Devemos valorizar o nosso patrimônio histórico, que é um testemunho vivo de nossa história e de nossa evolução, e que não pode estar à mercê de interesse algum que não seja o de servir a nossa comunidade e de realçar e reafirmar a nossa identidade de riograndinos. Não precisamos de mais praças no entorno, já temos duas grandes praças a menos de cem metros uma da o outra e por sinal, muito mal cuidadas, apelo encarecidamente a toda comunidade que não aceite esse tipo de proposição, visto que é um descalabro total. O prédio dos correios juntamente com o da câmara de comércio são dois icones do movimento modernista em Rio Grande.

sábado, 20 de março de 2010

OBRA RECOMENDADA:


Rheingantz: Uma Vila Operária em Rio Grande, de Vivian S. Paulitsch, uma obra completa e muito estimulante a leitura, aborda todos os aspectos referêntes a história da fábrica, Rheingantz e os aspectos que envolvem a vila operária e seu contexto junto a esse parque fabril, uma ótima leitura para quem quer entender um pouco mais sobre a concepção e estruturas das vilas operárias não só no Brasil mas no mundo.

"O tempo que como Cronos devora seus filhos".


Projeto que regulamenta profissão de historiador é aprovado na CAS

10/03/2010 - 16h21....A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) aprovou nesta quarta-feira (10) o PLS 368/09, projeto de lei que regulamenta a profissão de historiador. O autor da proposta é o senador Paulo Paim (PT-RS). O texto foi votado em decisão terminativa.O relator da matéria, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), afirmou durante a votação desta quarta que "esse projeto não impede o desempenho da atividade de historiador por aqueles que o fazem por vontade própria ou vocação; apenas garante para os respectivos cargos públicos a exigência do diploma de historiador".O projeto define que a profissão de historiador poderá ser exercida pelos diplomados em curso superior de graduação, mestrado ou doutorado em história. As atividades desse profissional são, de acordo com o projeto, o magistério; a organização de informações para publicações, exposições e eventos sobre temas históricos; o planejamento, a organização, a implantação e a direção de serviços de pesquisa histórica; o assessoramento para avaliação e seleção de documentos para fins de preservação; e a elaboração de pareceres, relatórios, planos, projetos, laudos e trabalhos sobre temas históricos.Em seu voto pela aprovação do projeto, Cristovam observa que, atualmente, a atividade do historiador não está mais restrita à sala de aula e que a presença desse profissional é cada vez mais requisitada pelos centros culturais, museus, assessoria e consultorias a empresas de publicidade, turismo e produtores de cinema, jornalismo e televisão. Por esse motivo, o relator se manifesta favoravelmente a que a profissão seja valorizada e reconhecida legalmente....www.caféhistoria.ning.com

VANDALISMO!

Infelizmente, ações de vandalismo como essa ainda são praticadas na nossa cidade, as luminárias que foram incluídas no projeto de restauração do calçadão da rua General Bacelar foram destruídas pela ação de marginais e bandidos que nada tem a ver com o espírito de solidariedade e conservação do nosso patrimônio, atitudes como essa depõen contra a nossa sociedade e devem ser combatidas sem trégua, afinal em última análise é o dinheiro do contribuinte e a nossa imagem que estão sendo jogados no ralo...cabe a denúncia, punição aos infratores e medidas educacionais que venham futuramente coibir e educar nossas crianças contra atos de barbarismo como esse...lamentável atitude!

Cassino dos Mestres:Rheingantz


Em audiência pública realizada na câmara de vereadores do Rio grande, em 9 de julho último, foi colocado a comunidade que o antigo prédio do cassino dos mestres da empresa Rheingantz, que se encontra em avançado estado de deterioração, seria entregue ao munícipio pelo governo da união, com o fim que este com o devido tempo de seis meses, apresentasse ao IPHAN (Instituto do patrimônio artistico e histórico nacional), um projeto de restauração da devida estrutura. Parecia que tudo indicava que finalmente o prédio teria sua reconstrução definitiva, porém em recente conversa que tive com o arquiteto Oscar Décio Carneiro (em fevereiro), um expert em arquitetura histórica da nossa cidade, fiquei sabendo que devido a questões burocráticas o projeto mais uma vez vai parar, visto que o IPHAN só aceita projetos desse nível para aquelas instituições que tem o devido titulo de propriedade do imóvel, acontece que esse patrimônio pertence a união e está alienado, visando um futuro leilão para resgate de dívidas trabalhistas da empresa Rheingantz, enfim o munícipio tem licença da união mas não pode encaminhar o projeto por não ser proprietário do imóvel, seria cômico se não fosse trágico, passa pela burocracia a letargia da nossa sociedade....esperemos para ver o que acontecerá, quem sabe? enquanto isso nosso patrimônio vai literalmente..... tombando!

LOJA MAÇÔNICA ACÁCIA RIO-GRANDENSE.

Loja Maçônica Acácia Rio-Grandense: possui frontão triangular, um dos aspectos característicos da arquitetura neoclássica religiosa ou civil, aparece ocupando toda a largura da fachada, apesar da exígua testada do terreno, incorpora aberturas em arco pleno e estatuária greco romana em sua fachada além da estilizaçao de colunas gregas.Rua conde de Porto Alegre, 298.

PROJETO VISÕES DO RIO GRANDE.

O projeto Visões do Rio Grande tem como objetivo mapear e registrar através de fotografia e apontamentos todos os prédios de valor histórico e arquitetônico como também outras potêncialidades da cidade do Rio Grande, dentro de uma abordagem patrimônial,visando com essa atividade ressaltar esses elementos e concientizar a coletividade para a importância da valorização do passado da cidade no que se refere não somente aos aspectos contrutivos como também ecônomicos, sociais e culturais do município.

CENTRO MUNICIPAL DE CULTURA

Centro Municipal de Cultura Inah Emil Martensen da cidade do Rio Grande, antiga câmara municipal, residência construída no final do século XIX em estilo eclético com a incorporação de vários elementos greco-romanos como colunas, adereços, estátuaria e arco pleno nas aberturas, situado a esquina da rua Marechal Floriano com Coronel Sampaio. Está situada numa região da cidade que foi de extrema importância econômica até a transferência das instalações portuárias para a região do porto novo, quando passa então por um período de decadência que recorre até nossos dias. Mesmo assim é um belo exemplo de um perído de fausto ecônomico e intensa atividade portuária e de comércio atacadista na cidade do Rio Grande, visto que o acúmulo de capital produzido pela atividade ecônomica e a migração dos capitais da escravidão para o setor construtivo possibilitaram emprendimentos de grande vulto, demarcando de forma índelevel a segmentação social que começava a surgir em nossa cidade.

sexta-feira, 19 de março de 2010

IGREJA NOSSA SENHORA DO CARMO


Templo neogotico cuja pedra fundamental foi lançada em 16 de fevereiro de 1930. sua construção deriva da abertura do beco do carmo em rua e da consequente destruição da antiga Igreja do Carmo que existia até 1929. Tem como características básicas, duas torres de grande elevação, um frontão triangular, existencia de tímpanos e rosáceas na fachada, além de uma estrutura tripla de naves, uma principal e duas laterais, a imagem de Nossa Senhora do Carmo foi criada em Buenos Aires e o Altar Mor feito em Porto Alegre.